sexta-feira, 30 de março de 2012

"Os desafios do feminino no mundo masculino"


 Vivemos em um mundo masculino. Masculino porque apesar de sermos maioria, nossa maioria ainda fica presa aos afazeres de casa, enquanto o mundo, gira em torno de uma porção de homens que ocupam os mais variados espaços de forma majoritária. Masculino porque são os homens que ocupam a direção política, econômica e social e por isso acham que o mundo pode girar apenas em torno deles.

Este mundo masculino nos reprime e nos ameaça. Para nos afirmarmos, precisamos disputar espaços, ser melhores para nos destacar. Nos disfarçamos para ocupar espaços no mundo masculino.

A relação não é de sexo nem de gênero é de opressão, é de machismo que corrompe valores e destrói o que há de mais sensível entre homens e mulheres, a igualdade.

O mês de março é o “mês” da mulher está chegando ao fim (até parece que deixamos de ser mulheres nos outros meses), é um período em que as reflexões se aprofundam na busca de iguais condições para homens e mulheres.

Flores, palestras, chás, eventos de auto-estima foram atividades frequentes no dito “mês das mulheres”. Oras, auto-estima é poder sermos femininas e feministas sem preconceitos do mundo masculino e machista. Quanto às flores, talvez a melhor homenagem fosse o fim do espancamento de mulheres no Brasil. A quebra de facas que agridem, o declínio de mãos que maltratam, o silêncio de palavras que destróem.

Desafios postos, precisamos debater o tema feminismo como mulheres e homens que compreendem que a sociedade só pode ser socialista se as relações em homens e mulheres forem de sensibilidade, de luta e resistência juntos ao modelo capitalista, se as relações superarem a opressão e se fundarem na igualdade.

Nem melhores nem piores, homens são homens e mulheres são mulheres. Precisamos afeminiar o mundo, dirigir os espaços de forma igual.

O desafio do mês das mulheres é refletirmos com os homens e com as mulheres e ousarmos propor significativas mudanças neste mundo masculino. Mudanças que passam por debates e por políticas públicas, mudanças que passam por leis mais rigorosas e por cotas, mudanças que passam por homens e mulheres.

Militante da DS e da Marcha Mundial das Mulheres
Texto de Opinião elaborado por Amanda Jaqueline Teixeira

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